<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss'><id>tag:blogger.com,1999:blog-30639625</id><updated>2009-10-25T22:59:06.638Z</updated><title type='text'>As cores da vida</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30639625/posts/default'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30639625/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25'/><author><name>As cores da vida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17356387850728760809</uri><email>noreply@blogger.com</email></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>45</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30639625.post-4514548057265575292</id><published>2009-10-23T12:24:00.001+01:00</published><updated>2009-10-23T12:40:16.298+01:00</updated><title type='text'>41 - Estrela</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Adormeço enquanto a Estrela, ao longe, continua a sua caminhada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na mão leva o cesto que a alimentará por alguns dias, não muitos. Por cima do seu cabelo loiro, a fita castanha que a mãe lhe dera. E no olhar suporta a esperança de abarcar uma nova vida, onde os sonhos se transfigurem e passem a ser a sua mais bela realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta menina tem corpo de bailarina, voz de fadista e alma de poeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pés doridos fazem crer que a sua [primeira] caminhada estará a chegar ao fim. Os sapatinhos, feitos pela avó, vão-se despedaçando, mas não a abandonam. O silêncio daqueles dias absorvem-lhe por completo, mas o sorriso estampado no rosto faz emergir toda a confiança que tem, ou que aprendeu a ter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta Estrela há-de brilhar. Vai voltar a nascer e, desta vez, vai vencer. Não haverá Lobos capazes de a consumirem, nem Ovelhas capazes de a enganar. Desta vez, a menina de olhar doce, não se deixará iludir. Cantará de cada vez que a voz da Desistência teimar em se ouvir. Cantará para preencher o vazio daqueles que ela tanto ama, aqueles que deixara aquando o início desta sua viagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transporta a sede de uma ânsia descomunal, que não se prende com preconceitos. Uma sede sem limites, insaciável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta Estrela há-de brilhar. Pisará todos os palcos existentes e permanecerá naquele que a faz tão feliz, aquele que a completa, preenche e que lhe devolve a paz de que necessita. Esta menina, de sorriso no rosto, de olhar simples, de palavra sincera, que magoa quem assim não o é, será figura de cartaz e fará jus ao seu nome: Estrela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será naquele pequeno lago que verá o seu reflexo, a sua imagem que pretende manter, o olhar que não quer perder, pois quer ser estrela, sem deixar de ser a Estrela.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30639625-4514548057265575292?l=ascoresdemadalena.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/feeds/4514548057265575292/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/2009/10/41-estrela.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30639625/posts/default/4514548057265575292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30639625/posts/default/4514548057265575292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/2009/10/41-estrela.html' title='41 - Estrela'/><author><name>As cores da vida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17356387850728760809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11577368982479514009'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30639625.post-701990390303703160</id><published>2009-09-23T14:15:00.001+01:00</published><updated>2009-09-23T14:17:12.045+01:00</updated><title type='text'>40 - a tua voz</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Julgar-te-ia longe, se não tivesses tão perto; mergulharia em ti, se a minha sede não tivesse saciado; conjugaria o verbo existir no futuro, se a nossa história ainda não tivesse terminado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto o frio de cada noite solitária, o frio que me aquece, que me conforta, que me adormece; sinto a lágrima que não escorre, mas que me percorre com um força que não se esgota e que me cansa; um olhar incolor, que não cativa, que não arde com o murmurar que é cúmplice, mas efémero. Penso em ti, às vezes. Sorrio e sei que vou ficar aqui, até a tua voz chamar por mim.  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30639625-701990390303703160?l=ascoresdemadalena.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/feeds/701990390303703160/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/2009/09/40-tua-voz.html#comment-form' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30639625/posts/default/701990390303703160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30639625/posts/default/701990390303703160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/2009/09/40-tua-voz.html' title='40 - a tua voz'/><author><name>As cores da vida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17356387850728760809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11577368982479514009'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30639625.post-5845200999652720245</id><published>2009-03-04T20:58:00.000Z</published><updated>2009-03-04T21:01:15.466Z</updated><title type='text'>39 - Pulsões</title><content type='html'>Sois sonho, sois miragem&lt;br /&gt;Água doce, puro mel&lt;br /&gt;E de entre sopros de vento&lt;br /&gt;Perfuras o centro do meu contentamento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folhas, ervas, jasmim&lt;br /&gt;É o cheiro de uma pele junto a mim&lt;br /&gt;Que ofusca um prazer desmesurado,&lt;br /&gt;Um prazer sem limite, sem fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Música detentora de um poder singular,&lt;br /&gt;Onde os dias parecem horas,&lt;br /&gt;E a chuva a bênção de um amor&lt;br /&gt;Fugaz, denso e inspirador,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde olhares cruzados são&lt;br /&gt;Raios, trovões, paixões!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30639625-5845200999652720245?l=ascoresdemadalena.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/feeds/5845200999652720245/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/2009/03/39-pulsoes.html#comment-form' title='33 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30639625/posts/default/5845200999652720245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30639625/posts/default/5845200999652720245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/2009/03/39-pulsoes.html' title='39 - Pulsões'/><author><name>As cores da vida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17356387850728760809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11577368982479514009'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>33</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30639625.post-7937595089062636390</id><published>2008-08-26T13:45:00.003+01:00</published><updated>2008-08-27T20:41:47.607+01:00</updated><title type='text'>38 - Expulsa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A escolha foi tua, meu amor. Escolheste magoar-me vezes sem conta e, um dia, fartei-me de dizer que te amava, de fazer o melhor que sabia para te agradar. Fartei-me de ser compensada com gritos, berros, palavras ofensivas e injustas… Palavras que tanto feriram os meus ouvidos. Fartei-me de amar quem não se apercebe desse amor ou, ainda pior, se se apercebe, o quer matar.&lt;br /&gt;Será pecado odiar tanto quem, um dia, nos gerou? Odiar profundamente aquela mulher que, um dia, chegámos a dizer “és a melhor mãe do mundo”? Não, não pode ser. Pecado é falsificar sentimentos, esconder emoções e viver dizendo o que não se sente. Pecado é dizer-se “eu mato-te”, pecado é magoar-se desta forma alguém… e se substituirmos &lt;em&gt;alguém&lt;/em&gt; por &lt;em&gt;filha,&lt;/em&gt; o pecado será, certamente, bem maior.&lt;br /&gt;A escolha foi tua. Não posso continuar a viver no meio desta esquizofrenia, porque estou farta de, sem perceber porquê, mudares de personalidade de dois em dois segundos. Faz-me mal viver assim; faz-me mal expulsar-te da minha vida, mas se continuar a viver assim vou morrer, todos os dias, um pouco mais.&lt;br /&gt;A escolha foi tua. E talvez até tenhas sido tu que, com essa &lt;em&gt;forma de viver&lt;/em&gt;, me tenhas expulso da tua vida. Eu não sei. Roubaste-me todas as certezas que fui construindo ao longo da vida…mas uma nova se criou: vou vencer nesta vida e vou vencer sem ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escolha foi tua, mãe. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30639625-7937595089062636390?l=ascoresdemadalena.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/feeds/7937595089062636390/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/2008/08/38-expulsa.html#comment-form' title='22 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30639625/posts/default/7937595089062636390'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30639625/posts/default/7937595089062636390'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/2008/08/38-expulsa.html' title='38 - Expulsa'/><author><name>As cores da vida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17356387850728760809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11577368982479514009'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>22</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30639625.post-3083103170452010885</id><published>2008-07-22T22:02:00.001+01:00</published><updated>2008-07-23T22:10:40.073+01:00</updated><title type='text'>37 - Réplicas</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Poderia fazer réplicas do sorriso e usá-las em momentos de melancolia ou, até mesmo, de dor profunda. Réplicas, simplesmente réplicas que, ao olhos dos comuns mortais, passariam por obras originais. Mas de que me servem falsas cópias? Para quê construir uma imagem que não reflecte a bravura das ondas que destroem o verdadeiro mundo?, o mundo a que nem todos têm acesso: o coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De que serve a brisa de uma noite límpida se tu não estás? Onde vou buscar o beijo que me fazia adormecer todas as noites se o meu doce beijador decidiu ser livre? Preciso de ti e tu, meu amor, precisas de mim. Eu sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, estes seres que se dizem racionais acreditam que o Tesouro encontra-se soterrado, algures numa ilha esquecida. Que tamanha tolice. Quando é que aprenderão que as pérolas não são visíveis e que se encontram disfarçadas em sentimentos, em lágrimas cristalinas e em sorrisos de princesa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dava a minha vida para que tu, meu eterno menino, pudesses viver para poder ser feliz. Fazia-o mesmo tendo em conta todas as noites em que, dadas as tuas tempestades, me fazes lembrar como tudo poderia ser diferente se não existisses, como os problemas poderiam ser diminutos … Dava tudo para que os teus olhos nunca deixassem de brilhar…&lt;br /&gt;Para aqueles que não entendem é obsessão, para os especiais é Amor.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30639625-3083103170452010885?l=ascoresdemadalena.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/feeds/3083103170452010885/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/2008/07/rplicas.html#comment-form' title='25 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30639625/posts/default/3083103170452010885'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30639625/posts/default/3083103170452010885'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/2008/07/rplicas.html' title='37 - Réplicas'/><author><name>As cores da vida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17356387850728760809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11577368982479514009'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>25</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30639625.post-1502001325351412124</id><published>2007-11-05T21:20:00.000Z</published><updated>2007-11-05T21:21:30.304Z</updated><title type='text'>36 - Eu, às vezes, ainda acredito</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; 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Acredito na minha voz, nas minhas palavras que me soam tão sinceras. Mas a verdade é que eu não posso mudar, não posso deixar de ser o que sou, com tudo o que isso implica: com tudo o que tem de mau e de bom. Perco-me em histórias que só se contam uma vez, que nunca mais se repetem. Entristeço-me de cada vez que me pinto de uma cor que não a minha, que faço transparecer sonhos que não são os meus. Falsas ideologias, falsos rostos, falsas almas. Falsa vida. Pertencer a um mundo que não o nosso, só por que com isso se obtém menos críticas, menos protestos, menos olhares que nos condenam, mais ‘amigos’, mais poder, mais angústia … acaba-se por cair num conformismo irritante, que me destrói, que nos destrói. Como se,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;no fundo, a base da vida fosse simplesmente viver para agradar a quem nos rodeia, mesmo que isso tenha que significar esquecermo-nos de quem somos e vestirmos a pele de um outro ser que, provavelmente, até nem gostamos, mas, como se tivesse mesmo que ser, acabamos rendidos a uma mente, a uma personalidade que não a nossa, mas a única que é conhecida pelos &lt;i style=""&gt;outros&lt;/i&gt;, que é socialmente aceite. &lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="justify"&gt;O medo existe. Existe o medo de falhar, de se mostrar que falha, que se erra, que se é Humano… existe um medo incontrolável de se dizer “Não”, de achar que o outro é-nos sempre superior e, por isso, querer ser como ele, pensar como ele, errar como ele: viver a vida dele. Sendo que o cúmulo é que esse &lt;i style=""&gt;ele&lt;/i&gt; certamente que está a viver a vida de um &lt;i style=""&gt;outro&lt;/i&gt; que, por sua vez, também vive a vida de um &lt;i style=""&gt;alguém&lt;/i&gt;… &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Um ciclo que não tende acabar se não houver quem diga Não de cada vez que não concordar com algo; que diga Basta de cada vez que se deparar com uma injustiça; que Não tape os olhos de cada vez que o Mundo se estiver a desmoronar à sua frente…&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="justify"&gt;Às vezes ainda acredito em mim. Às vezes ainda acredito que esta História que é a Vida pode acabar com o final feliz.&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="justify"&gt;Eu, às vezes, ainda acredito. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30639625-1502001325351412124?l=ascoresdemadalena.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/feeds/1502001325351412124/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/2007/11/36-eu-s-vezes-ainda-acredito.html#comment-form' title='25 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30639625/posts/default/1502001325351412124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30639625/posts/default/1502001325351412124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/2007/11/36-eu-s-vezes-ainda-acredito.html' title='36 - Eu, às vezes, ainda acredito'/><author><name>As cores da vida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17356387850728760809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11577368982479514009'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>25</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30639625.post-3881833540918592862</id><published>2007-06-17T19:54:00.000+01:00</published><updated>2007-06-17T19:57:15.793+01:00</updated><title type='text'>Parabéns...</title><content type='html'>... não à Madalena, mas à Sara! Ou seja, parabéns a mim. 20. ai...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30639625-3881833540918592862?l=ascoresdemadalena.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/feeds/3881833540918592862/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/2007/06/parabns.html#comment-form' title='29 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30639625/posts/default/3881833540918592862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30639625/posts/default/3881833540918592862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/2007/06/parabns.html' title='Parabéns...'/><author><name>As cores da vida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17356387850728760809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11577368982479514009'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>29</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30639625.post-7784376445950217157</id><published>2007-06-09T12:40:00.000+01:00</published><updated>2007-06-10T17:36:26.204+01:00</updated><title type='text'>35 – Eu não queria</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Há mundos que se transformam com uma rapidez que assusta. Entre o querer e o não querer a barreira é curta, quase inexistente. É preciso cuidado. É preciso cuidado para não tropeçar e cair do lado errado do mundo. Eu tropecei. Caí e ainda não me levantei, ainda não consegui começar a caminhar na direcção do mundo onde, outrora, me encontrara.&lt;br /&gt;Sem limites. Experimenta-se o primeiro cigarro, o primeiro charro, as primeiras bebedeiras, as primeiras loucuras. Sentimo-nos únicos, felizes e com uma capacidade incalculável de continuar a experimentar mais e mais. As primeiras dietas. Os primeiros dias sem comer. As primeiras compulsões. Os primeiros vómitos provocados. Os primeiros laxantes.&lt;br /&gt;Eu queria ter experimentado tudo, mas eu não queria ter continuado, eu juro.&lt;br /&gt;Olho à volta. Começo a sentir que este já não é, de todo, o meu mundo. Isolo-me. E, quanto mais o tempo passa, mas distante estou de tudo aquilo que me fazia bem, que me fazia sorrir e rir como uma louca.&lt;br /&gt;Agora, só a dor me faz bem; só esta sensação de perda me alimenta o gosto de querer continuar à procura de uma perfeição que não existe.&lt;br /&gt;E se no início é difícil esconder este novo comportamento, estes novos ideais, depois torna-se fácil. A revolta, aparentemente, desaparece. Consigo sorrir mesmo quando por debaixo das camisolas se encontram as cicatrizes que um dos meus novos amigos, o x-acto, me fez na noite passada. Depois disto, já nada importa. A mentira é constante. Mente-se a primeira vez, mente-se até ao fim.&lt;br /&gt;Desisto de tudo. Dos falsos amigos, do namorado, do amor, da vida. O medo e a solidão, a dor e o prazer, passaram acompanhar-me. Não existe quem me ame. Sinto isso, de cada vez que tento pedir ajuda e ninguém reconhece, pelo meu rosto, pelas minhas palavras, esse mesmo pedido. Manda-se uma mensagem a uma amiga: “Estás em Lisboa?”, ela responde “não”. Tudo bem, na verdade, também não sei se conseguiria contar-lhe alguma coisa; no momento, faltar-me-iam as palavras e eu sentir-me-ia ainda mais inútil. Foi melhor assim.&lt;br /&gt;Apesar de tudo, sei que não sou a única que vive neste mundo e isso, apesar de parecer cruel, faz-me sentir que não estou verdadeiramente só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não queria.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30639625-7784376445950217157?l=ascoresdemadalena.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/feeds/7784376445950217157/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/2007/06/35-eu-no-queria.html#comment-form' title='76 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30639625/posts/default/7784376445950217157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30639625/posts/default/7784376445950217157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/2007/06/35-eu-no-queria.html' title='35 – Eu não queria'/><author><name>As cores da vida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17356387850728760809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11577368982479514009'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>76</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30639625.post-8541190221800391371</id><published>2007-05-11T21:04:00.001+01:00</published><updated>2007-05-13T23:50:35.397+01:00</updated><title type='text'>34 - nada</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;quanto mais penso, mais vontade me dá de desistir, de parar, de deixar de amar, de deixar de confiar, de deixar de acreditar... de morrer.&lt;br /&gt;nada resta senão este corpo pesado, abarrotar de dor. nem um sonho realizado. nem um sorriso sem ser forçado. nada de nada. eu e só eu. ou seja, nada.&lt;br /&gt;perdi-me em ti. acreditei e agora morri. perdi-me em mim. acreditei e agora morri.&lt;br /&gt;arte de representar, um sonho. psicologia, um sonho. escrita, um sonho. amar, um sonho. ser feliz, um sonho. a minha vida? um sonho. nada real, nada, nada, nada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu. simplesmente eu.&lt;br /&gt;ao final da tarde, semi-deitada, a olhar-me, escrevo a história do dia seguinte. porque conheço a minha vida, sei-a de cor. escrevo-a, já que não a vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;permaneço viva nos meus sonhos, mas morta na minha vida. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30639625-8541190221800391371?l=ascoresdemadalena.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/feeds/8541190221800391371/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/2007/05/34-nada_11.html#comment-form' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30639625/posts/default/8541190221800391371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30639625/posts/default/8541190221800391371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/2007/05/34-nada_11.html' title='34 - nada'/><author><name>As cores da vida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17356387850728760809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11577368982479514009'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30639625.post-6883777491831477567</id><published>2007-04-07T23:48:00.000+01:00</published><updated>2007-06-11T11:27:58.913+01:00</updated><title type='text'>33 - Até sempre, Maria</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Faz, hoje, dez anos que a Maria morreu. É impossível esquecer. O que mais a marcava era o seu sorriso, tão puro, doce, tão alegre. A Maria tinha uma energia inesgotável, tinha apenas dois anos a mais que eu e era a minha melhor amiga.&lt;br /&gt;Quando dormíamos na casa duma da outra, passávamos as noites a fazer planos. A nossa vida estava mais que organizada. Seríamos grandes pediatras, casaríamos com dois irmãos ingleses e moraríamos, todos juntos, numa fabulosa quinta. Teríamos quatro filhos e seríamos muito felizes. Nessas noites prometíamos ser as melhores amigas do mundo. E essa, essa foi a única promessa cumprida.&lt;br /&gt;Eu sempre a invejei. Ela era bonita, das melhores alunas da escola e tinha todos os rapazes atrás dela. Os pais da Maria tinham ido para a Suiça pouco antes dela atingir a maioridade. Até nisso ela tinha sorte. A Maria era considerada perfeita. E, embora fosse a minha melhor amiga, detestava quando os meus pais me comparavam com ela.&lt;br /&gt;Depressa a Maria se tornou maior de idade e como prenda tivera uma casa em Leiria.&lt;br /&gt;Dois dias depois a tia Betty tinha falecido. Os meus pais foram a Itália, ao funeral, e depois acabaram por passar lá uns tempos, assim foi porque a Maria convidou-me para ir morar com ela. Eu adorei. Pela primeira vez achara os meus pais os melhores do mundo. Mas graças à Maria, claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passou-se um ano. Eu estava completamente dependente da Maria e, no fundo, ela de mim. O sorriso da Maria era contagiante. Em tantos anos de convivência com a Maria nunca a tinha visto chorar, mas, nestes últimos meses, ela andava mal, algo a preocupava, e eu sabia. Mas, nunca falámos muito sobre isso. As poucas vezes que tocávamos no assunto ela desviava sempre o olhar e começara a falar noutra coisa e eu não insistia, nunca percebi o porquê, mas eu também andava muito cansada e triste porque o Guilherme não me ligava nenhuma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me tão bem. Foi numa quinta-feira de manhã. A Maria acordou primeiro que eu e disse-me: "preciso falar contigo. Por favor, ouve-me..." disse isso com um tom melancólico, deprimido e completamente desesperado. E eu dormia, ou fingia que dormia para não ter que acordar às 8h da manhã, num domingo de chuva.&lt;br /&gt;Ela veio ter comigo e deu-me um beijo na testa. Olhou-me e deixou cair uma lágrima que me tocou no rosto.&lt;br /&gt;Saiu, deixando a porta entreaberta.&lt;br /&gt;Acordei eram 11h13 minutos. Senti a ausência da Maria. Espreguicei-me. Permaneci deitada ainda uns bons quinze minutos. Chamei pela Maria, mas nada. Levantei-me.&lt;br /&gt;Percorri a casa, a pequena e airosa casa e a Maria não estava. Voltei ao quarto: uma carta. De repente ocorreu-me mil e uma imagens, das mais desagradáveis que pudessem haver. Tive medo, tive muito medo de a abrir. Lentamente desdobrei a carta, que dizia assim:&lt;br /&gt;«&lt;em&gt; Um dia, quando acordamos e nos apercebemos que há muito que não sonhamos, então aí, já não faz mais sentido viver.&lt;br /&gt;Querida Marta,&lt;br /&gt;Nunca fui feliz como sempre quis demonstrar que o era; sempre sorri para não ter que chorar. Mas hoje, ao querer falar contigo e tu continuares nesse sono profundo, senti-me tão só que nem imaginas. Chorei muito, muito mesmo, mas tu dormias, não ouviste.&lt;br /&gt;Bolas, estou farta de sofrer escondida, sozinha, de sofrer neste cubículo só meu, de sofrer e de ninguém entender. FARTA!&lt;br /&gt;Chama-me doida, doente, o que quiseres mas eu estou mesmo farta disto tudo. Com ou sem motivos, assim termino este meu sofrimento.&lt;br /&gt;Um beijo e um até sempre,&lt;br /&gt;Desta tua sempre – fracassada – amiga.&lt;br /&gt;Desculpa-me...&lt;/em&gt; »&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A carta estava cheia de erros e a letra estava quase ilegível.&lt;br /&gt;A Maria tinha-se suicidado. Naquele momento parecera que eu morrera também.&lt;br /&gt;Incrivelmente não chorei. Apenas, uma incontrolável dor ia-me destruindo por dentro. E a culpa era minha.&lt;br /&gt;Os pais da Maria , que sempre demonstraram pouco afecto e dedicação por ela – que eu na altura sempre julgara isso como sendo das melhores coisas que pudessem acontecer – puseram-me um "processo em cima": dizendo que eu era a culpada do sucedido. Claro que o tribunal não me atribuiu qualquer tipo de pena. Mas, se eu perante a lei nada de mal tinha feito perante os meus sentimentos eu era a pior das criminosas.&lt;br /&gt;Eu tinha 17 anos, e por só pensar em dormir tinha perdido para sempre a Maria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, passados dez anos – a Maria teria 29 anos – tenho uma filha linda, uma filha que se chama, também, Maria. A minha filha é tão ou mais bonita que a minha eterna amiga e têm as duas o mesmo sorriso. Podem ser muito parecidas mas vão ter destinos muito diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ti, minha amiga Maria,&lt;br /&gt;gosto e vou gostar sempre muito de ti&lt;br /&gt;e hoje sou eu que digo: desculpa-me...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Escrito a 15 de Fevereiro, Terça-feira, de 2005&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30639625-6883777491831477567?l=ascoresdemadalena.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/feeds/6883777491831477567/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/2007/04/33-at-sempre-maria.html#comment-form' title='23 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30639625/posts/default/6883777491831477567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30639625/posts/default/6883777491831477567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/2007/04/33-at-sempre-maria.html' title='33 - Até sempre, Maria'/><author><name>As cores da vida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17356387850728760809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11577368982479514009'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>23</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30639625.post-5516800794605744767</id><published>2007-03-25T23:43:00.000+01:00</published><updated>2007-03-26T00:12:54.540+01:00</updated><title type='text'>32 - Grávida!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;- Rita, ouve-me!...&lt;br /&gt;- Por favor, Sofia, mudemos de assunto. Tu conheces-me e sabes muito bem como é que eu funciono. Preocupo-me com as pequenas coisas, mas com as de maiores dimensões tento só pensar no momento adequado, no momento que considero certo - tento não sofrer por antecipação, opto pelo optimismo. Percebes?&lt;br /&gt;- Percebo que tens medo, Sofia.&lt;br /&gt;- Talvez... mas trata-se do meu futuro, e isso assusta-me.&lt;br /&gt;- Continuo achar que isso tudo ou é medo ou é cobardia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nesta conversa de messenger, o silêncio instala-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minutos depois:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu estou contigo, Rita.&lt;br /&gt;- Não... Eu precisava de alguém que me dissesse aquilo que eu queria ouvir e não tudo o que tu tens dito até agora...&lt;br /&gt;- Mas, Rita, é só para teu bem!&lt;br /&gt;- Não te preocupes, Sofia. Eu safo-me sozinha.&lt;br /&gt;Sem ti. Sem ninguém. Eu safo-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rita fica offline.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Dois dias depois]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Finalmente, Rita!! Estou farta de te ligar e tu nada...&lt;br /&gt;- Desculpa, Sofia.&lt;br /&gt;Olha, estou grávida. Tinhas razão...&lt;br /&gt;Na nossa última conversa eu já sabia, mas não tive coragem para te contar...&lt;br /&gt;Não, o filho não é do Vasco, mas sim do Filipe.&lt;br /&gt;Eu sei que namoro com o Vasco, mas o Filipe reapareceu na minha vida e disse que me amava e que faria de tudo para ficar comigo... o tempo passou e eu, quando dei por mim, estava deitada, na cama com ele.&lt;br /&gt;Foi uma estupidez, mas aconteceu. Até porque... o Filipe voltou a desaparecer. Ou seja, estou só, novamente. Acreditei nele e deixei-me levar... Agora lixo-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou de rastos, Sofia.&lt;br /&gt;Um beijo e até mais... Agora vou-me embora. Só te queria contar isto, mas não tenho coragem para ler o que tu tens para me dizer. Acho que já me sinto suficientemente estúpida para ouvir-te dizer o mesmo.&lt;br /&gt;Beijo, obrigada, gosto de ti.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30639625-5516800794605744767?l=ascoresdemadalena.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/feeds/5516800794605744767/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/2007/03/32-grvida.html#comment-form' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30639625/posts/default/5516800794605744767'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30639625/posts/default/5516800794605744767'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/2007/03/32-grvida.html' title='32 - Grávida!'/><author><name>As cores da vida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17356387850728760809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11577368982479514009'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30639625.post-8814263712611849331</id><published>2007-03-20T21:37:00.000Z</published><updated>2007-03-23T17:14:10.699Z</updated><title type='text'>31 - Folha solta de um diário perdido</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não!, eu não quero comer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto que ninguém me entende e isso mata-me por dentro.&lt;br /&gt;Da mesma forma que tenciono alcançar a perfeição, tenho um desejo enorme em desistir de tudo. Na verdade, só quero ser livre. Livre de dores e preocupações. Quero, por instantes, ser uma adolescente [já mulher] irresponsável que apenas quer viver e ser feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria fácil escrever nesta folha ainda por preencher o quão choro compulsivamente, o quão me odeio. Mas não! Não é isso que vou fazer. Vou adoptar a postura contrária. De nada serve aceitar uma atitude depressiva que, mais tarde ou mais cedo, me fará 'bater no fundo'. Assim, é-me fácil sorrir, é-me fácil dizer 'sim, estou bem'. Sim, é fácil mentir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto mais o tempo passa, mais acredito em mim. Exclusivamente em mim. Sei que estou nisto sozinha e é sozinha que alcançarei o mesmo objecto. Mas... Será que os fins justificam sempre os meios? Bem, mentiria se dissesse que sim. Mas, a verdade (se ainda souber o significado de tal palavra), é que não sei e pouco me interessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resiste-se à dor, ao sofrimento; resiste-se ao Mundo. A comida, essa, é difícil de resistir, mas quando se consegue, uma, duas, três e quatro vezes, tudo parece possível. Tudo é possível!&lt;br /&gt;Não deixo que ela me controle e, com todas as minhas forças, não me deixo render face aos seus encantos. Sei que serei capaz: capaz de continuar a esconder esta minha situação; capaz de continuar a caminhar pelas ruas certas, pelo caminho que eu escolhi ser o certo. Sem me questionar, limito-me a agir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem 'ana' nem 'mia', limito-me a viver à minha maneira.&lt;br /&gt;A folha que inicialmente era branca, agora escrita com palavras e sentimentos sem nexo, continua sem vida, vazia, oca de um mundo que talvez não existe, mas que eu quero procurá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é assim que continuarei: a procurar... procurar... procurar...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30639625-8814263712611849331?l=ascoresdemadalena.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/feeds/8814263712611849331/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/2007/03/31-folha-solta-de-um-dirio-perdido.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30639625/posts/default/8814263712611849331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30639625/posts/default/8814263712611849331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/2007/03/31-folha-solta-de-um-dirio-perdido.html' title='31 - Folha solta de um diário perdido'/><author><name>As cores da vida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17356387850728760809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11577368982479514009'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30639625.post-1910406298676994986</id><published>2007-03-13T20:23:00.000Z</published><updated>2007-03-13T20:25:09.855Z</updated><title type='text'>30 - Sem som</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Canto baixinho só para eu ouvir. Porque hoje dói-me a voz, dói-me o desejo de ser quem não sou.&lt;br /&gt;Um dia, quando se puder escrever fim, no livro da minha vida, há páginas que se rasgarão de tanta dor que carregam, de tantas lágrimas que já suportaram. Uma por uma, as folhas irão cair e deixarem-se morrer. E, seja onde for, haverá sempre a memória de um ser que queria morrer e voltar a nascer num outro corpo, para ter uma outra vida e, assim, escrever-se uma nova história.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30639625-1910406298676994986?l=ascoresdemadalena.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/feeds/1910406298676994986/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/2007/03/30-sem-som.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30639625/posts/default/1910406298676994986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30639625/posts/default/1910406298676994986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/2007/03/30-sem-som.html' title='30 - Sem som'/><author><name>As cores da vida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17356387850728760809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11577368982479514009'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30639625.post-4793309294286971681</id><published>2007-03-01T18:53:00.000Z</published><updated>2007-06-12T20:16:10.983+01:00</updated><title type='text'>29 - Carminho &amp; Sandra - Versão 2</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;[Vejam o post anterior, o texto é o original... Eu apenas quando o li não resisti e escrevi-o à minha maneira. Dois textos; duas histórias; dois destinos]&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carminho acorda e, ainda deitada, ouve o som da chuva que tanto lhe agrada. Sorri, pois sabe que, naquele instante, haverá outra pessoa qualquer a sorrir, também.&lt;br /&gt;Enrosca-se nos lençóis, de pura seda, e entra num sonho profundo, quase real de tão bonito que era. Volta acordar e à sua vota tem a avó que lhe acaricia a mão, o namorado que lhe beija a testa e a mãe que trás o pequeno almoço: fruta, tanta e tanta fruta; uma bola de gelado de baunilha e uma cereja no topo; fruta e mais fruta; croissants; doce de morango e marmelada e um copo de leite com mel, bem quentinho.&lt;br /&gt;Carminho tem 18 anos e uma vida dentro de si. Olha para a barriga e acaricia-a. Sente-se feliz. Muito e muito feliz.&lt;br /&gt;9 meses recheados de amor, afecto, atenção, gargalhadas, fotografias cheias de sorrisos de gente feliz.&lt;br /&gt;Chegou o dia. Calmamente dirige-se para a maternidade, acompanhada por toda a família e por todos os amigos. As lágrimas caem-lhe com as dores das contracções e com o peso da barriga que, inevitavelmente, se faz sentir.&lt;br /&gt;A malinha com as coisas para a mamã e para o bebé já estava preparada há muito.&lt;br /&gt;Entra na maternidade, grita de dor e de prazer. Finalmente, ouve o choro do seu filho, sorri e, de tanto cansaço, acaba por adormecer.&lt;br /&gt;Cá fora, recebe-se a notícia de que o menino Afonso acaba de nascer. É um menino lindo e saudável.&lt;br /&gt;A felicidade é notória e toda a gente se mostra impaciente para felicitar a mamã, para a mimar ainda mais e para rechear o bebé de coisinhas boas.&lt;br /&gt;Carminho acorda.&lt;br /&gt;Basta abrir os olhos e olhar à sua volta para ver que nunca está só. Recebe flores, ursos grandes e ternurentos, bombons e tudo aquilo a que ela julga ter direito.&lt;br /&gt;Carminho levanta-se ligeiramente, pega no seu filho, abraça-o com cuidado, e à volta tem aqueles que a amam.&lt;br /&gt;É o quadro perfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sandra acorda e, ainda deitada, ouve o som da chuva que tanto lhe agrada. Sorri, pois sabe que, naquele instante, haverá outra pessoa qualquer a sorrir, também.&lt;br /&gt;Apetecia-lhe ficar mais um bocadinho, enroscadinha naqueles mantas, feitas por si, mas o tempo é pouco e a vida não lhe permite tamanhas regalias. Olha para a barriga e acaricia-a. Levanta-se. Come a última maçã. Veste-se e sai de casa. Está frio, muito frio. O dia, cinzento, é triste e chora compulsivamente. Olha para a carteira e vê que se esqueceu das moedas que lhe permitem apanhar o comboio com destino a Lisboa, Oriente. Olha para o relógio e vê que já tem pouco tempo, apressa-se e volta a casa para ir buscar o seu dinheiro.&lt;br /&gt;Quase sem fôlego vê o comboio passar mesmo à sua frente. Agora, tem de esperar pelo próximo.&lt;br /&gt;O frio quase que corta a sua face branca, tão branca, que parece neve de tão gelada que está.&lt;br /&gt;Sentada, recupera agora o fôlego de uma manhã, como todas as outras manhã, cheia de pressas e correrias.&lt;br /&gt;De repente, lá ouve o som desejado "vai dar entrada na linha dois o comboio com destino a Lisboa, Santa Apolónia". É este!, diz aliviada.&lt;br /&gt;Chega ao Oriente e ainda tem de apanhar o autocarro até ao Saldanha.&lt;br /&gt;Finalmente chega ao trabalho. Terminam as primeiras oito horas. São 16h e para Sandra o dia está longe de terminar. Dirige-se para o Marquês de Pombal para trabalhar mais oito horas.&lt;br /&gt;Meia-noite. Agasalha-se e corre para a paragem. Sorri por ainda conseguir apanhar o autocarro, depois volta a sorrir por ele ter chegado ao destino a horas e, assim, conseguir apanhar o Comboio até ao Entroncamento.&lt;br /&gt;É de madrugada.&lt;br /&gt;Descalça-se e estende-se na cama. Está estafada. Olha para o telemóvel e nem uma chamada, nem uma mensagem. Naquele T1 ainda por mobilar, Sandra encontra-se sozinha. Sem ninguém. Correcção: Sandra, apesar de tudo, não está só. Sandra tem-na a ela e ao seu filho.&lt;br /&gt;9 meses de força, de coragem, de luta. 9 meses a sorrir por ver a barriga a crescer e a ouvir o seu bebé.&lt;br /&gt;A sua casa, apesar de modesta, já reúne todas as condições para receber o seu filhote. Sandra não se farta de sorrir por ver aquele quartinho que, apesar de também ser seu, tem o cheiro a bebé.&lt;br /&gt;Está na hora. Telefona para o 112. Espera. Espera. Espera.&lt;br /&gt;A ambulância chega e leva-a para a maternidade.&lt;br /&gt;Sente as dores normais do parto, nada que a faça temer. Finalmente, ouve o choro do seu filho, sorri e continua a sorrir e, apesar do cansaço, não se deixa adormecer. Quer estar junto ao seu filho, junto ao seu maior Amor. Quer sentir-lhe o cheiro, o calor, a força e a garra de uma nova vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém a vem ver. Inevitavelmente, pelo rosto de Sandra escorre uma lágrima longa que parece não ter fim. Sente-se desprotegida de amor daqueles que a viram crescer e que, supostamente, a amariam incondicionalmente.&lt;br /&gt;Rapidamente seca a lágrima e, cheia de força, levanta-se e diz que quer ir para casa, que está bem e que não consegue estar ali inerte a ver o tempo a passar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega a casa.&lt;br /&gt;Deita o pequenino André no berço e, ao vê-lo a dormir, tem a certeza que um filho é sempre amado, seja qual for a altura da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carminho rapidamente regressa à faculdade.&lt;br /&gt;Afonso fica com os avôs ou com a ama.&lt;br /&gt;4 anos depois, Carminho é licenciada no curso que sempre sonhou. Trabalha. Casa.&lt;br /&gt;Carminho, vive feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sandra é Mãe – mãe solteira - e trabalha afincadamente para que o seu filho tenha tudo aquilo a que tem direito. Porque ela ama-o e sabe que com dedicação, trabalho e força de vontade tudo se consegue.&lt;br /&gt;Dois anos depois regressa à faculdade.&lt;br /&gt;É Mãe. Trabalha. Trabalha. Trabalha e estuda.&lt;br /&gt;Rapidamente tira o curso que sempre sonhou.&lt;br /&gt;Agora, a trabalhar naquilo que gosta e com um filho a correr-lhe para os braços – apesar de nunca ter duvidado – tem agora a certeza que a sua escolha nunca, mas nunca poderia ter sido outra.&lt;br /&gt;Sandra, vive feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu voto não . Pela Sandra e pela Carminho. Por todas as mães.&lt;br /&gt;Por mim.&lt;br /&gt;Madalena - as cores da vida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segunda-feira, Fevereiro 05, 2007 &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30639625-4793309294286971681?l=ascoresdemadalena.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/feeds/4793309294286971681/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/2007/03/29-carminho-sandra-verso-2.html#comment-form' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30639625/posts/default/4793309294286971681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30639625/posts/default/4793309294286971681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/2007/03/29-carminho-sandra-verso-2.html' title='29 - Carminho &amp; Sandra - Versão 2'/><author><name>As cores da vida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17356387850728760809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11577368982479514009'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30639625.post-369189504612786410</id><published>2007-03-01T18:49:00.000Z</published><updated>2007-03-01T22:57:16.685Z</updated><title type='text'>Carminho &amp; Sandra - Versão original</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;«Carminho senta - se nos bancos almofadados do BMW da mãe. Chove lá fora .Encosta o nariz ao vidro para disfarçar duas enormes lágrimas que lhe rolam pela face. A mãe conduz o carro e aperta - lhe ternamente a mão. Há muito trânsito na Lapa ao fim da tarde. A mãe tem um olhar triste e vago mas aperta com força a mão da filha de 18 anos. Estão juntas. A caminho de Espanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Mais a baixo na cidade)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sandra senta - se no banco côr - de - laranja do autocarro 22 que sai de Alcântara. Chove lá fora. Encosta o nariz ao vidro para disfarçar duas enormes lágrimas que lhe rolam pela face. A mãe está sentada ao lado dela. Encosta o guarda - chuva aos pés gelados e aperta - lhe ternamente a mão. Há muito trânsito em Alcântara ao fim da tarde. A mãe tem um olhar triste e vago mas aperta com força a mão da filha de 18 anos. Estão juntas. A caminho de casa de Uma Senhora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O BMW e o autocarro 22 cruzam - se a subir a Avenida Infante Santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carminho despe - se a tremer sem nunca conseguir estancar o choro. Veste uma bata verde. Deita - se numa marquesa. É atendida por uma médica que lhe entoa palavras doces ao ouvido, enquanto lhe afaga o cabelo. Carminho sente - se a adormecer depois de respirar mais fundo o cheiro que a máscara exala. Chora enquanto dorme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sandra não se despe e treme muito sem conseguir estancar o choro. Nervosa , brinca com as tranças que a mãe lhe fez de manhã na tentativa de lhe recuperar a infância. A Senhora chega. A mãe entrega um envelope à Senhora. A Senhora abre - o e resmunga qualquer coisa. É altura de beber um liquido verde de sabor muito ácido. O copo está sujo, pensa Sandra. Sente – se doente e sabe que vai adormecer. Chora enquanto dorme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carminho acorda do seu sono induzido. Tem a mãe e a médica ao seu lado. Não sente dores no corpo mas as lágrimas não param de lhe correr cara abaixo. Sai da clínica de rosto destapado. Sabe –lhe bem o ar fresco da manhã. É tempo de regressar a casa. Quando a placa da União Europeia surge na estrada a dizer PORTUGAL, Carminho chora convulsivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sandra não acorda. E não acorda . E não acorda. A mãe geme baixinho desesperada ao seu lado. Pede à Senhora para chamar uma ambulância. A Senhora não deixa, ponha – se daqui para fora com a miúda, há uma cabine lá em baixo, livre – se de dizer a alguém que eu existo.&lt;br /&gt;A mãe arrasta a Sandra inanimada escada a baixo. Um vizinho cansado, chama o 112 e a polícia.&lt;br /&gt;Sandra acorda no quarto 122 dias depois. As lágrimas cara abaixo. Não poderás ter mais filhos, Sandra, disse –lhe uma médica, emocionada.&lt;br /&gt;Sai do hospital de cara tapada, coberta por um lenço. Não sente o ar fresco da manhã. No bolso junto ao útero magoado, a intimação para se apresentar a um tribunal do seu país: Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu voto sim . Pela Sandra e pela Carminho. Pelas suas mães e avós. Por mim.&lt;br /&gt;Rita Ferro Rodrigues»&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Segunda-feira, Fevereiro 05, 2007&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://sorriso-do-bisturi.blogspot.com/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30639625-369189504612786410?l=ascoresdemadalena.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://sorriso-do-bisturi.blogspot.com/' title='Carminho &amp; Sandra - Versão original'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/feeds/369189504612786410/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/2007/03/carminho-sandra.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30639625/posts/default/369189504612786410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30639625/posts/default/369189504612786410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/2007/03/carminho-sandra.html' title='Carminho &amp; Sandra - Versão original'/><author><name>As cores da vida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17356387850728760809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11577368982479514009'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30639625.post-117001412828912227</id><published>2007-01-28T19:47:00.000Z</published><updated>2007-06-12T20:16:33.978+01:00</updated><title type='text'>28 - Palavras que podem mudar o Homem</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;4 de Abril de 1979,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Ajudem-me, ajudem-me! - Gritei bem alto, por entre as ruas de Lisboa.&lt;br /&gt;Estava aterrorizada. Tinha 16 anos e tinham-me acabado de roubar o meu único amor: as palavras. Chorei como se tivesse acabado de nascer e, quanto mais andava, quanto mais procurava o Ser cruel que me roubara as palavras, mais lágrimas escorriam pela minha face de bebé.&lt;br /&gt;Não queria nem podia conformar-me. Dirigi-me à esquadra mais próxima e denunciei o caso. Escusado será dizer que, minutos depois, tinha os meus pais enfiados, comigo, naquele cubículo a que chamam de esquadra. O meu pai pegou-me por uma orelha e, até chegar a casa, só dizia _ Vês o que dá seres tão branda com a tua filha, vês?&lt;br /&gt;E, sem puder contrariar as decisões do meu pai, a minha mãe lá ia dizendo _ Alfredo, deixa lá a miúda. Tu não vês que ela ainda é uma criança?!&lt;br /&gt;E para aprender a não chatear as autoridades com brincadeiras parvas – palavras usadas pelo senhor meu pai – ficara de castigo durante mês e meio. Mas nada me importava a não ser a ausência das minhas queridas palavras que, para além de estarem longe de mim, nada podia fazer para as trazer de volta, pois nem a queixa do roubo tinha sido registada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não saía de casa; não comia; não sorria ... não vivia.&lt;br /&gt;Rapidamente, a minha nova morada passara a ser o hospital onde permaneci até ao dia do suicídio.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;16 de Fevereiro de 1980,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais que os médicos tentassem, não me conseguiam acordar. Há meses que permanecia num sono profundo, onde só o coração se fazia sentir.&lt;br /&gt;Mas foi nessa tarde, ou nessa noite, não sei, que decidi acordar. Mas antes, tinha tido um sonho – quase real, poderia jurar - que fora fatal para a decisão que tomara a seguir.&lt;br /&gt;Sonhara com as palavras que me tinham sido roubadas há quase um ano. Calmamente, a palavra mais velha, contara-me o que se tinha sucedido naquela manhã de Abril de 1979. Após terem sido roubadas e não conseguirem voltar para mim, aperceberam-se que mais ninguém as queria usar como eu as usava; que mais ninguém as queria sentir, como eu as sentia. Assim, tristes com o Homem decidiram partir deste Mundo. Tal acto fizera do Homem um ser ainda mais egocêntrico, violento e cheio de atitudes desumanas.&lt;br /&gt;Levantei-me e abri a janela. Lá fora, a escuridão das almas fazia-se sentir.&lt;br /&gt;Depois disso, tive a certeza que só as palavras me preenchiam e que, sem elas, tudo perdia a importância que tinha.&lt;br /&gt;Olhei à minha volta e encontrei um bisturi pousado em cima de uma mesinha que se encontrara perto da porta do meu quarto. Peguei nele e, no meu braço, deixei a seguinte mensagem: “Assim, é impossível viver!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Horas depois deram comigo estendida no chão rodeada de sangue.&lt;br /&gt;A notícia da minha morte enchera a primeira página de todos os jornais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, cá de cima, e junto das minhas queridas e eternas palavras, vou modificando a História de Vida do Homem para que, assim, possa ter um final diferente do que já estava escrito. O final era do mais sombrio que pode haver. Mas, agora, através das minhas palavras, vou distribuindo sorrisos e generosidade para que, aos poucos, por cada boa acção que o Homem vá realizando, se possa escrever uma nova linha do livro da vida.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30639625-117001412828912227?l=ascoresdemadalena.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/feeds/117001412828912227/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/2007/01/28-palavras-que-podem-mudar-o-homem.html#comment-form' title='27 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30639625/posts/default/117001412828912227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30639625/posts/default/117001412828912227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/2007/01/28-palavras-que-podem-mudar-o-homem.html' title='28 - Palavras que podem mudar o Homem'/><author><name>As cores da vida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17356387850728760809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11577368982479514009'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>27</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30639625.post-116863724644527884</id><published>2007-01-12T21:26:00.000Z</published><updated>2007-01-12T21:31:43.806Z</updated><title type='text'>27 - Nem sempre</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Nem sempre as palavras que se dizem são aquelas que se querem dizer, porque nem sempre se ama quem se quer amar, porque nem sempre se vive como se quer viver.&lt;br /&gt;Como podem as palavras ser mais do que palavras? Como podem ferir tanto alguém?&lt;br /&gt;Será que elas têm esse direito? O direito de poder, de posse, de lei.&lt;br /&gt;As palavras deixam de existir quando o olhar expressa tudo aquilo que elas, enquanto simples e meras palavras, não são capazes de dizer.&lt;br /&gt;Assim, a força do olhar está na representação quer dos nossos sentimentos mais simples quer dos nossos sentimentos mais complexos.&lt;br /&gt;E, embora ame as palavras, se um dia tivesse que escolher entre o conjunto de letrinhas e o olhar, pois muito certamente que preferia o olhar, pela sua genialidade em mostrar o quão nos sentimos felizes, embaraçados, revoltados ou, até mesmo, quando queremos que alguém nos seja indiferente.&lt;br /&gt;Assim, a pureza está naqueles de quem a vê e naqueles de quem a sente.&lt;br /&gt;Porque nem sempre as palavras são sinceras, porque nem sempre se quer magoar quem, com as palavras, acabamos por magoar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30639625-116863724644527884?l=ascoresdemadalena.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/feeds/116863724644527884/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/2007/01/27-nem-sempre.html#comment-form' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30639625/posts/default/116863724644527884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30639625/posts/default/116863724644527884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/2007/01/27-nem-sempre.html' title='27 - Nem sempre'/><author><name>As cores da vida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17356387850728760809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11577368982479514009'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30639625.post-116691054309693314</id><published>2006-12-23T21:47:00.000Z</published><updated>2006-12-23T21:49:03.120Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Opiniões e comentários à parte, este post foi feito única e exclusivamente para desejar a todos um Feliz, Feliz Natal!&lt;br /&gt;Sejam, vocês também, felizes o ano inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um beijo,&lt;br /&gt;Madalena&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Regresso em 2007 em grande, estejam, por isso, presentes :-) *&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30639625-116691054309693314?l=ascoresdemadalena.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/feeds/116691054309693314/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/2006/12/opinies-e-comentrios-parte-este-post.html#comment-form' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30639625/posts/default/116691054309693314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30639625/posts/default/116691054309693314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/2006/12/opinies-e-comentrios-parte-este-post.html' title=''/><author><name>As cores da vida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17356387850728760809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11577368982479514009'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30639625.post-116301866219116960</id><published>2006-11-13T14:42:00.000Z</published><updated>2007-01-04T20:58:12.380Z</updated><title type='text'>26 – Uma Vida que se ama e que se quer, para Sempre</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Cartas de Amor. Um Amor tão grande que preenche toda a Vida. Porque amar é saber sentir; porque amar é manter uma amizade durante uma vida; porque amar é assim: querer o amor de Alguém.&lt;br /&gt;Cadernos do início da nossa vida escolar. Aprender a escrever. Letras miudinhas, meio tortas, mas feitas com jeitinho. Aprender a ler. Palavras destorcidas, mal ditas, mas com jeitinho. Aprender a aprender. Sorrir tão facilmente e caminhar de mão dada com os inúmeros amigos, feitos em um segundo, que se tem e que, tão lamentavelmente, se perdem com o Tempo.&lt;br /&gt;Fotografias. Olhar para elas e ver-me ali, tão doce, tão criança, tão feliz. Descobrir a minha Vida através delas. Redescobrir hábitos, gestos e palavras, através delas. Sim, as fotografias falam. Eu sei.&lt;br /&gt;Recordo. Recordo todo este Passado diariamente, Ele é o meu Presente e a certeza que, no Futuro, o irei recordar com mais intensidade.&lt;br /&gt;Porque é-me importante tudo isto; porque não me imagino a perder o contacto físico com aqueles papéis já amarelados, com aquele início de Vida onde se quer tanto aprender, com aquelas fotografias que mostram todos os passos da minha existência. Porque me é importante. Sinto que é o Passado a minha Vida e que me fará falta se o perder e que, parte de mim, acabará por se desmoronar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o amor.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O amor sempre presente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ama-se alguém ou ama-se uma [a] Vida, mas ama-se.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30639625-116301866219116960?l=ascoresdemadalena.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/feeds/116301866219116960/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/2006/11/26-uma-vida-que-se-ama-e-que-se-quer.html#comment-form' title='32 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30639625/posts/default/116301866219116960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30639625/posts/default/116301866219116960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/2006/11/26-uma-vida-que-se-ama-e-que-se-quer.html' title='26 – Uma Vida que se ama e que se quer, para Sempre'/><author><name>As cores da vida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17356387850728760809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11577368982479514009'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>32</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30639625.post-116301728285433803</id><published>2006-11-08T20:20:00.000Z</published><updated>2007-01-04T20:58:30.683Z</updated><title type='text'>25 - O beijo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Guardo o beijo que me deste nesta doce manhã.&lt;br /&gt;Passo o dia a tocar-me na face, para ver se ainda sinto os teus lábios.&lt;br /&gt;Tudo parece muito mais bonito. Esta cidade parece ter ganho uma nova cor. A chuva, cristalina, retira-me o teu beijo, mas deixa o sentir. Assim, continuas comigo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Caminho até casa. A porta abre-se, como que por magia, e eu deixo-me deslizar naquela cama que é só minha.&lt;br /&gt;O frio aperta, mas eu agarro-me às memórias de um dia que me fez feliz. Aqueço-me, assim, só por pensar em ti.&lt;br /&gt;Agora quero estar contigo. É de noite. Não faz mal. Enrosco-me, fecho os olhos, penso em ti e adormeço.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30639625-116301728285433803?l=ascoresdemadalena.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/feeds/116301728285433803/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/2006/11/25-o-beijo.html#comment-form' title='20 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30639625/posts/default/116301728285433803'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30639625/posts/default/116301728285433803'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/2006/11/25-o-beijo.html' title='25 - O beijo'/><author><name>As cores da vida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17356387850728760809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11577368982479514009'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>20</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30639625.post-116180467208112356</id><published>2006-10-25T20:28:00.000+01:00</published><updated>2006-10-25T20:31:12.103+01:00</updated><title type='text'>24 – Amor maternal</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Adormeces e acordas dentro de mim. Vivemos juntas neste abraço eterno que é só nosso. Deixamos que os nossos olhos sorriam porque é assim que queremos viver; porque é assim que eu te quero ver a crescer, sempre com esse sorriso de criança, com esse sorriso que me alimenta e que me faz ficar assim, a olhar eternamente para ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheço-te. Sei quando os teus olhos me falam, porque tens a mania de falar assim, sem mexeres os lábios e, de olhar brilhante, vais segredando. Eu oiço-te, mesmo no meio desta Vida que é tão barulhenta, ou será tão silenciosa? Porque não há ninguém que queira ouvir e porque é assim que se vai vivendo, caminhando sempre num espaço oco de sentimentos e de desejos de amar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu sei que serás, que já és um ser humano muito bonito e feliz.E, se um dia, tudo isto tiver que terminar, então que termine como tudo começou: com um sorriso. Porque somos humanos e nascemos a chorar e morremos a sorrir.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30639625-116180467208112356?l=ascoresdemadalena.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/feeds/116180467208112356/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/2006/10/24-amor-maternal.html#comment-form' title='34 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30639625/posts/default/116180467208112356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30639625/posts/default/116180467208112356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/2006/10/24-amor-maternal.html' title='24 – Amor maternal'/><author><name>As cores da vida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17356387850728760809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11577368982479514009'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>34</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30639625.post-116153073163190650</id><published>2006-10-22T16:17:00.000+01:00</published><updated>2006-10-22T16:30:05.546+01:00</updated><title type='text'>23 - ping-pong</title><content type='html'>Ping-pong&lt;br /&gt;É o nada que me preenche&lt;br /&gt;É a chuva que me seca&lt;br /&gt;São os teus olhos que me cegam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;És amor. És o todo que me faz falta,&lt;br /&gt;Porque me matas de todas as vezes que te sinto aqui,&lt;br /&gt;Presente e vivo,&lt;br /&gt;Dentro de mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ping-pong&lt;br /&gt;É assim&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30639625-116153073163190650?l=ascoresdemadalena.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/feeds/116153073163190650/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/2006/10/23-ping-pong.html#comment-form' title='20 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30639625/posts/default/116153073163190650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30639625/posts/default/116153073163190650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/2006/10/23-ping-pong.html' title='23 - ping-pong'/><author><name>As cores da vida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17356387850728760809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11577368982479514009'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>20</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30639625.post-116085519103910355</id><published>2006-10-14T20:44:00.000+01:00</published><updated>2006-10-14T20:46:31.060+01:00</updated><title type='text'>22 – Palavras para o menino</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;É segunda-feira e, por isso, Sara decide deixar o carro estacionado à porta de casa e ir de comboio. Hoje tinha uma tese importante para apresentar. Estava segura de si e, por isso, deixou o nervosismo de lado. Entra no comboio, escolhe um lugar junto da janela, senta-se e acomoda-se. Cinco minutos depois, ouve uma voz feminina que a informa que o comboio sofreu uma pequena avaria, mas o tempo para que tudo volte à normalidade é indeterminado.&lt;br /&gt;Começa a olhar sistematicamente para o relógio. Os minutos parecem passar à velocidade da luz e o comboio continua ali, parado. Logo se apercebe que de nada lhe serve estar para ali meio que eléctrica e a sofrer por antecipação. Acalma-se e tenta olhar à sua volta. E ali estava o menino que ela fizera sorrir e que nela provocara um sorriso, também. O doce menino, cujo nome ela não chegara a saber, tinha uns olhos grandes, castanhos-escuros e tristes. O pequeno moreninho, de olhar sempre para baixo parecera ter medo do mundo. Os seus 6 anos, se tanto, deveriam ter sido vividos de maneira errada, daquela maneira que nenhuma criança deveria saber, conhecer e viver.&lt;br /&gt;E, quando ganhou coragem, olhou para ela muito timidamente e quando os olhos deles se fixaram ele baixou de imediato o rosto. Ao seu lado, estava um homem sujo e de aspecto cruel, será, talvez o pai daquela criança sem vida.&lt;br /&gt;Toda a viagem foi feita assim: olhares cúmplices que trocavam palavras silenciosas, que faziam o menino sorrir. No final, quando a viagem terminara para Sara, sorriram os dois, baixinho, e agradeceram-se mutuamente, em segredo.&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30639625-116085519103910355?l=ascoresdemadalena.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/feeds/116085519103910355/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/2006/10/22-palavras-para-o-menino.html#comment-form' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30639625/posts/default/116085519103910355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30639625/posts/default/116085519103910355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/2006/10/22-palavras-para-o-menino.html' title='22 – Palavras para o menino'/><author><name>As cores da vida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17356387850728760809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11577368982479514009'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30639625.post-115994971988097202</id><published>2006-10-04T09:14:00.000+01:00</published><updated>2006-10-04T09:15:19.900+01:00</updated><title type='text'>21 - Um novo corpo, uma nova alma</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Dizes que estou mais bonita. Achas que estou apaixonada e que é por isso que ultimamente os meus olhos têm brilhado tanto, mas tanto que chegam a iluminar o caminho mais escuro e sombrio. Eu não me atrevo a comentar. Sorrio, apenas. Um sorriso que me torna cúmplice dessa tua afirmação. Não tenho medo em confirmar-to, mas é-me tudo tão estranho. É claro que já estive apaixonada e é por isso mesmo que não entendo estes novos sentimentos que originam novas reacções.&lt;br /&gt;Eu fico perplexa a olhar para ele e, quando isso acontece, o Mundo até pode acabar que eu não irei notar.&lt;br /&gt;De todas as vezes que me apaixonei soube controlar perfeitamente os meus desejos e os meus olhares, embora quisesse ficar perto dele. Não sei porquê, mas desta vez é diferente. Para além de pensar nele constantemente, os tais olhares que, até à data, eram controlados ficam agora sem rumo. Não os consigo dominar, aliás, são os meus olhos que me dominam e que fazem com que eu sinta que toda a gente se está aperceber do meu sentimento pelo Artur, mas que, mesmo assim, eu continuo a olhar... A olhar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele tem uns olhos lindos. Lindos e poderosos! E, talvez seja essa a razão, que leva o meu olhar a desviar-se do dele. Não sei se o meu corpo irá aguentar, no dia em que os meus olhos se fixarem nos dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por agora, contento-me apenas por deslumbrar aquela imagem que me tem mantido viva e, de novo, apaixonada.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30639625-115994971988097202?l=ascoresdemadalena.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/feeds/115994971988097202/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/2006/10/21-um-novo-corpo-uma-nova-alma.html#comment-form' title='27 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30639625/posts/default/115994971988097202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30639625/posts/default/115994971988097202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/2006/10/21-um-novo-corpo-uma-nova-alma.html' title='21 - Um novo corpo, uma nova alma'/><author><name>As cores da vida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17356387850728760809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11577368982479514009'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>27</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30639625.post-115791999609057144</id><published>2006-09-13T22:49:00.000+01:00</published><updated>2006-09-13T11:21:31.586+01:00</updated><title type='text'>20 – Momentos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O tempo pára. O calor deixa de aquecer e o vento deixa de me bater na cara.&lt;br /&gt;Vejo-te estagnado. Paraste com o tempo. Passo por ti, indiferente, e deixo que os meus olhos percorram todos aqueles corpos que pararam para me verem passar.&lt;br /&gt;Ninguém sabe que eu estou ali, mas eu finjo que sou a estrela, a única que caminha; a única que é capaz de sentir todo aquele silêncio, a única que, quando todos acordarem, o saberá respeitar. Porque quando todos voltarem a caminhar apressadamente, cada um para seu lado; porque quando as vozes já se confundirem umas com as outras e quando os olhos parecerem cegos por nada avistar... Só eu vou saber como o silêncio me devolve a alma; como é tão bonito o som do mar e como é bom ver o olhar de cada ser sem se mexer e sem ter pressa de chegar ao destino que é quase diário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostava que o tempo parasse mais vezes. Que, de cada vez que parasse, houvesse alguém que, como eu, deslumbrasse todo aquele momento. Assim, aos poucos, todos iriam saber como é bom sentir aquela paz e como a podemos trazer ao mundo real, onde o tempo trabalha constantemente e, por isso, jamais poderá parar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30639625-115791999609057144?l=ascoresdemadalena.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/feeds/115791999609057144/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/2006/09/20-momentos.html#comment-form' title='33 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30639625/posts/default/115791999609057144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30639625/posts/default/115791999609057144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ascoresdemadalena.blogspot.com/2006/09/20-momentos.html' title='20 – Momentos'/><author><name>As cores da vida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17356387850728760809</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11577368982479514009'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>33</thr:total></entry></feed>