domingo, junho 27, 2010

46 - olhos meus

olhos meus,

são passagens monumentais
aquelas que me preenchem e que,
àquela pequenez de gente, ditam
as verdadeiras lições sentimentais

é perpétuo o som desta loucura,
da demência desta gente
que teima em estar presente
numa realidade inexistente

são palavras ditas em vão,
sorrisos e olhares mecânicos
que me atiram para o chão
de um mundo já sem paixão

são olhos,
olhos meus
olhos que ditam uma alma que se esconde
                        de vergonha de estar presente
                        num mundo de máquinas que não sente

11 comentários:

  1. é. cada vez é isso q se passa, pior q o olhar é a falta do toque

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  2. Nós só vemos aquilo que queremos... muda de perspectiva e olha para aquilo que te dá vida à tua alma.

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  3. sentires em belas palavras
    beijo

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  4. Gostei como escreves e os seus fins...

    Feliz fim de semana.

    A Poesia do Zezinho II - http://zezinhomota1.blogspot.com

    ZezinhoMota

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  5. Tenho seis cordéis, em vez de veias
    Tesos assim como da guitarra, as cordas,
    Prendem ‘est ‘alma ao céu-da-boca,
    Tenho Tons, desarmónicas e fugas
    De mi menor, mas não fujo d’esta paixão louca,
    Que sinto no fundo das entranhas,
    Quando os céus se pintam, de bege fugaz
    E os cordéis me levam, por veredas estranhas,
    De luscos-fuscos e cavalgadas, em trote de corcéis
    Marinhos com crinas da cor do mar-da-prata,
    E, Em vez de voz tenho o rolar das marés-vivas,
    Do mar menor, desfazendo-se em espumas brancas,
    A segredar -“tem cuidado ou ainda te afogas como as sereias”
    Mas, os seis cordéis, em vez de veias,
    Tesos como a guitarra de cordas, amarram-se
    Com força aos céus de lisos de púrpura
    E às pingas de chuva com cheiros de terras molhadas.

    Tenho seis cordéis que me prendem às madrugadas.

    Jorge santos (09/2010)
    http://namastibetpoems.blogspot.com

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    Respostas
    1. obrigado por gostar da minha poesia

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  6. Os olhos prendem... gostei.

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  7. Carta a Sara

    Olá

    Ao ver a tua foto, resolvi escrever-te. Não que sejas a mulher mais bonita do Mundo nem, sequer, alguém que eu alguma vez tente conhecer - apenas me atraiu o teu ar traquinas. E o teu olhar que verte vida pelo ventre dos olhos. E o teu cabelo carente de mãos. E o teu sorriso inadjectivável. E…

    Olha, para te dizer a verdade, pensei apenas olhar-te através da foto, sabendo que, assim, não desaparecerias, não fugirias das palavras nem, sequer, do meu olhar cansado.

    Sim, é completamente estúpido tudo o que escrevo, mas dá-me um estranho (talvez perverso, aceito) gozo ver-te, falar-te, e aí continuares – com o tal sorriso traquinas e o mesmo olhar transbordante de vida.

    Ainda bem que o teu sorriso é lindo, sabes? Fico a saber que o tempo é teu, os sonhos também e (eu sei que sabes) os medos que se lixem!

    Ao ver a tua foto, digo-te olá e, simultaneamente, adeus.

    Mas sorrindo. Sempre.

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